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Guarda: Julgamento e Morte do Galo do Entrudo

Terça-feira, 21.02.12

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Julgamento do Galo do Entrudo é na Guarda

Segunda-feira, 20.02.12

Hoje à noite, a partir das 21h30, as ruas da Guarda vão dar lugar à folia carnavalesca da quinta edição do espectáculo “Julgamento e Morte do Galo do Entrudo”.

Tal como em edições anteriores, esperam-se milhares de pessoas para seguir o cortejo do galo entre o Jardim José de Lemos e a Praça Velha da cidade. Trata-se de um espectáculo comunitário e de expiação, baseado em tradições populares da região como a “Queima do Entrudo” e o “Julgamento, Morte e Testamento do Galo”, um Carnaval cem por cento português, onde desfilam centenas de participantes oriundos das colectividades do concelho e também actores, músicos e animadores profissionais como a companhia de animação de rua Kull D’Sac (Valladolid, Espanha) e os seus números e malabarismos com fogo ou a música animada do Grupo de Zés P’reiras, Gigantones e Cabeçudos (Braga) e da Banda Sociedade Musical Estrela da beira (Seia).

Ao desfile não faltará também o culpado por todos os males e injustiças acontecidas no ano que passou, ou seja, o galo, que na Praça Velha será punido! Ele acabará por arder na fogueira, libertando o povo de todos os males que aconteceram no ano anterior. Mas antes, porém, ele terá um julgamento “justo” e terá direito a pedir um último desejo!

Estão convocados para esta audiência especial, cujos textos têm a autoria de Daniel Rocha, a juíza (interpretada por Filipa Teixeira), o advogado de acusação, Zé Povinho, (interpretado pelo actor Valdemar Santos), o advogado de defesa, Duarte Lima-te (interpretado por João Pereira), o presidente do júri e testemunha de defesa, Ismaltino Orais (interpretado por Albino Bárbara), o justiceiro, D. Pedro (interpretado pelo actor José Neves) e haverá ainda a participação especial do clown Det Schafft.

Mas como de resto é sabido, o galo será condenado e “assado” na fogueira. 

E no final da noite, à semelhança do sucedido nas últimas edições, o público será convidado para uma deliciosa e quentinha Canja de … galo!

“O Julgamento e Morte do Galo do Entrudo tem coordenação geral de Américo Rodrigues, o Galo é uma criação do artista plástico Bruno Miguel em colaboração com João Pires e Raquel Cardoso, a música original é do projecto guardense Micro Animal Voice.

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O Carnaval da Guarda (Julgamento e Morte do Galo)

Terça-feira, 08.03.11

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Na Guarda: Julgamento e Morte do Galo do Entrudo

Segunda-feira, 07.03.11

O Galo do Entrudo volta a ser julgado esta noite, 7 de Março, na Guarda.

O Julgamento e Morte do Galo do Entrudo é um espectáculo comunitário e de expiação, baseado em tradições da região como o jogo do galo e o enterro do Entrudo. O Galo é julgado e queimado na praça pública sendo-lhe atribuídas as culpas de todos os males do ano que passou. Com a morte do culpado, a esperança é renovada. Estas são as premissas deste Julgamento no qual o réu é o bode expiatório, a defesa de nada serve e a sala de audiências é a Praça Velha.

Nesta edição estão envolvidas mais de 400 pessoas, entre colectividades da região, actores, músicos e animadores. O espectáculo começa às 21h30, a partir do Jardim José de Lemos.

No desfile, lado a lado com as colectividades, vão desfilar também grupos profissionais de animação, com espectáculos de pirotecnia, percussões, acrobacias e dança aérea, a animação circense, malabarismo e números com fogo. O ritmo é ditado pelo Grupo do Sarrafo com os percussionistas do Pinhal Novo e ainda a Banda Filarmónica Sociedade de Instrução e Recreio de Paços da Serra.

 

 

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Trancoso: Entrudo das Beiras em Tamanhos

Segunda-feira, 23.02.09

Os Dominicus - Ritmos da Paróquia de Tamanhos, no concelho de Trancoso, com o apoio da Junta de Freguesia, desenvolve amanhã, terça-feira, um programa de actividades dedicado ao Carnaval nas Beiras.

“Reviver o Entrudo Tradicional”, começa pelas 14h30 com o tradicional desfile do Entrudo “A Carroçada do Entrudo”, seguindo-se depois, pelas 17 horas, a actuação do Grupo de Concertinas "Sol Dó Fá do Reboleiro".

Já à noite, a partir das 22 horas, realiza-se o “Real Enterro do Entrudo”.

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Na Guarda: Julgamento e Morte do Galo do Entrudo

Domingo, 10.02.08

Testamento do Galo

 

Camaradas, companheiros
Delegados de outros galinheiros
Já percebi onde isto vai dar
Vieram todos para me queimar
 
Esta noite no lugar
Escreveram sentença de morte
Nada posso contra tal sorte
Mas deixai-me, pela última vez, cantar
 
Sou um galo independente
Tenho escrito o testamento
Deixo o pescoço ao Valente
E o mais da goela ao Vitinho, à Doutora… e ao Bento!
 
Não ordeno que cantem em coro
Pois cada ave tem sua afinação
Mas não trovem ao desafio – tenham decoro! –
E cantem a mesma canção
 
Aos membros das oposições
Deixo os meus esporões
Não estou a pedir a guerra
Mas, pelo menos, desçam à terra!
 
Aos deputados da Nação
– e deputadas, pois então! –
Deixo as minhas esgravatadeiras
Para não dormirem nas cadeiras!
 
Entregai as minhas penas,
Meu casaco avermelhado
Ao Nosso Bispo (sem pecado!)
Para o aconchegar nas novenas
 
Deixo as penas do pescoço
Variadas e pintadas
Às moças que procuram moço
Para andarem mais enfeitadas
 
Ofereço aqui o poleiro
E o papo, que foi meu celeiro
Para pagar o dinheiro
Que devem ao testamenteiro
 
Dou a minha magra chicha
Que é muito bom alimento
Ao TMG, que se lixa
Porque não há orçamento
 
Fábricas, emprego e Plie
Parece que há, agora, quem se fie
Deixo então o meu bico
Ao primeiro que disser: eu fico!
 
As penas do meu rabo
Podem dar um abanador
Porque no fim deste folguedo
Vai-vos dar o calor!
 
Deixo os meus fígados ruins
Aos velhos da retaguarda
Aos que não confessam os fins
E aos do falso amor à Guarda
 
Também o molho das tripas
E toda a mais demasia
Deixo a quem só vive de tricas
E nada fez, e nada faz – mas diz sempre que fazia!
 
Dizem, Senhor Alcaide
Que no tempo das avozinhas
Lugar onde havia galo,
Não cantavam as galinhas
 
Agora, diz a galinha:
– Eu calada é que não fico! 
E anda para aí muito capão 
Que não se atreve a abrir o bico!
 
Sendo assim, Senhor Castelão
Mesmo que mal lhe pareça
A melhor parte – o meu coração
Não deixo à vossa pertença
 
Bom coração já vossa mercê tem
Até digo que vale por dois!
Onde o auxílio lhe fica bem
É mais abaixo, nos… calções!
 
Cedo-lhe aqui os badalos
que não levarei comigo!
Mas se os cozinhar para a oposição
passe-os também por fogo amigo!
 
Meu coração deixo então
Ao povo deste lugar
Para ajudar a pagar
A Quinta do Alarcão
 
Ofereço-vos também a crista
Mas quero-a esticada para cima!
Já nem vos posso pôr a vista
Quando vos queixais da auto-estima!
 
Adeus Guarda, que abalo
Deixo-te o corpo, trata da alma
Se prò ano não estiveres calma
Culpa-te a ti – não chateies o galo!

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